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Mudanças na indústria dos eventos

Em 2020, a indústria dos eventos presenciais a nível mundial foi avaliada em $USD 886.99B e espera-se que atinja $USD 2T em 2028 (1). Com o aparecimento da Covid-19, a indústria enfrentou um dos maiores desafios – senão o maior desafio – dos últimos tempos. Foram várias as condicionantes que levaram ao cancelamento e adiamento da maioria dos eventos, desde regulamentações governamentais e de saúde pública restritivas até ao clima geral de apreensão entre o público. De acordo com a ICCA (International Congress and Convention Association), em 2019 realizaram-se 13.252 conferências anuais de associações em todo o mundo. Em 2020, este número caiu para os 8.409, em que apenas 10% aconteceram presencialmente, 2% em formato híbrido, 30% adotaram o formato virtual e as restantes foram cancelados e/ou adiados (2).

2020 foi, sem dúvida, um ano de mudança para todas as empresas de eventos, no entanto foi também um ano de novas oportunidades onde testemunhamos uma aceleração do mundo digital. Neste mesmo ano, o mercado mundial de eventos virtuais foi avaliado em $USD 94.04B e estima-se que cresça a uma taxa (CAGR) de 23,7% entre 2021 e 2028 (3). Esta evolução tem sido impulsionada por grandes rondas de financiamento a start-ups que oferecem plataformas para eventos virtuais. Uma das start-up mais falada do momento é a Hopin que, criada apenas em 2019, já angariou $USD 1B em financiamento. Os eventos virtuais não são apenas uma alternativa para os eventos tradicionais, são também o ímpeto para uma nova forma de alcançar novos públicos, diminuir custos, reduzir o impacto ambiental e ainda uma forma eficaz de colecionar dados e demonstrar o ROI (return on investment) do evento. Ainda assim, 68% das empresas afirmam que a sua maior dificuldade é manter os participantes envolvidos e interessados durante as sessões (4).

Com o abrandamento das restrições e aceleração da vacinação os organizadores de eventos veem já a luz ao fundo do túnel. Mesmo assim, um certo clima de incerteza predomina ainda na organização de grandes eventos. Durante estes últimos dois anos, as empresas do setor reinventaram-se, inovaram e passaram a apresentar soluções mais integradas com o mundo tecnológico. As mais recentes tendências indicam que a utilização de tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial ou até mesmo a introdução do mundo Metaverse na criação de eventos serão essenciais não só para o engajamento total do participante, mas também um fator chave de diferenciação no mercado.

Caminhamos para um mercado híbrido, onde a dicotomia entre o online e o offline vão estar bem presentes. Apesar de todas as vantagens que a tecnologia proporciona esta também exige uma infraestrutura mais forte, é então altura de as empresas do setor repensarem onde e como se querem posicionar e quais os parceiros tecnológicos que farão sentido para o futuro. Porém, é necessário não esquecer o poder da conexão humana, que é ainda inestimável.

Fontes:

  1. https://www.prnewswire.com/news-releases/events-industry-market-size-worth–2-194-40-billion-globally-by-2028-at-13-48-cagr-verified-market-research-301455483.html
  2. https://www.iccaworld.org/cnt/Research/ICCA%20Statistics%20Study%202020_270521_Final.pdf
  3. https://www.grandviewresearch.com/industry-analysis/virtual-events-market
  4. https://www.bizzabo.com/blog/audience-engagement-guide

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